
2011 Quinta da Romaneira Reserva tinto
A fruta concentrada, o nariz selvagem e delicado, o longo final, a par da harmonia, o equilíbrio e a finesse, fazem deste um grande vinho. 95/100 Wine Enthusiast
A Romaneira é uma das mais grandiosas e históricas quintas do Douro, estando entre as três ou quatro maiores quintas da região. A propriedade é bastante extensa, estando ladeada em cerca de três quilómetros pelo rio Douro. Os melhores vinhos do Douro são produzidos a partir de uvas cultivadas quer nas margens do rio Douro, quer dos seus afluentes. As castas tintas da Romaneira advêm, exactamente, de vinhas localizadas junto ao rio. As vinhas da Romaneira estendem-se por cerca de 86 hectares, plantados, sobretudo, com castas nobres do Douro: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinto Cão.
Quinta da Romaneira
O Douro atravessa, neste momento, um período de grandes mudanças, em que se insere a Quinta da Romaneira. Mantendo a produção de Vinhos do Porto de excelência, o foco da sua actividade reside na produção de grandes vinhos de mesa. Os recentes sucessos destes vinhos - cuja produção teve início somente em 2004 - são uma promessa sedutora para o futuro. Conhecida, desde sempre, como uma das mais nobres regiões vitivinícolas do mundo pelos seus Vinhos do Porto - hoje melhores do que nunca – a região do Douro tem vindo a reinventar-se como produtora de vinhos de mesa marcantes e a Romaneira está na vanguarda desta revolução. Os vinhos da Quinta da Romaneira, em que se destacam os aromas selvagens do Douro e a fruta exuberante, aliados à subtileza e elegância do Velho Mundo, constituem, actualmente, uma agradável descoberta para qualquer grande amante de vinhos. Descubra grandes vinhos!
A Quinta da Romaneira resultou da junção de várias propriedades pré-filoxéricas, a maior parte delas classificadas no conjunto das de produção de “Vinho de Feitoria” (a qualidade mais elevada, à época – com capacidade de exportação através da Feitoria Inglesa do Porto) nas demarcações pombalinas de 1757. A abundância de Rosmaninho terá dado o nome à propriedade. Na realidade, 1757 trata-se apenas do registo oficial da Quinta (feito aquando das tais demarcações decididas pelo Marquês de Pombal), uma vez que a vinha já teria sido plantada algumas décadas antes. Em 2017 iremos, assim, celebrar os 260 anos da fundação “oficial” da Romaneira.